PINTURA relevos

Coleção Relevos, 1986 - 50x70cm, acrílica sobre papel telado

 

Da etapa primeira tem-se um retrato fiel e quase que vivo já de elementos do cotidiano, instrumentos musicais em instigantes miniaturas de papel com o poder mágico de tocar sensibilidades várias. Depois o real assume uma visão toda peculiar. São partes de cenários mundanos mas que parecem abstratos, ganhando forma de esculturas, também em papel, a refletir a imagem da curiosidade.

 

Então vem o desafio. O tridimensional transporta-se para quadros - e aí o papel se faz de tela -, fragmentando aquelas mesmas cenas reais e comuns com que se convive todo dia, e nem sempre se dá conta de sua existência mas vem o artista e lhes confere novo contorno. A luz (a vida) é onipresente, em seus caminhos e suas projeções Luís Fernando Couto se permite estabelecer e dominar, ousando ainda, aqui e ali, trazer de volta os volumes na forma de relevos.

 

Jacqueline Freitas, jornalista

 

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